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Dimmu Borgir desafia a era dos vídeos curtos e lança Grand Serpent Rising sem concessões artísticas

Com o lançamento mundial de seu novo álbum nesta sexta-feira (22), o Dimmu Borgir também trouxe à tona um debate cada vez mais presente na indústria musical: a pressão para adaptar composições ao comportamento de consumo acelerado das plataformas digitais. Em entrevista ao Chaoszine, o guitarrista Sven ‘Silenoz’ Kopperud revelou que a banda recebeu sugestões da gravadora para encurtar algumas músicas do disco, mas recusou qualquer alteração.

Segundo o músico, a proposta envolvia reduzir ou até eliminar trechos introdutórios mais longos das faixas, sob o argumento de que o público atual possui menor capacidade de retenção, influenciada pelo consumo de conteúdos curtos em redes sociais e aplicativos de vídeo. A resposta da banda, porém, foi imediata.

“Esta foi a primeira vez que a gravadora nos perguntou se consideraríamos editar ou remover algumas partes das introduções, mas dissemos não. Não é assim que fazemos as coisas. A música foi feita dessa forma e permanecerá dessa forma”, afirmou Silenoz.

O guitarrista reconheceu que o mercado musical mudou significativamente nos últimos anos, mas destacou que o Dimmu Borgir não pretende moldar sua identidade artística às exigências de algoritmos ou tendências de consumo rápido. Para ele, a experiência proposta pela banda exige envolvimento e atenção por parte do ouvinte.

“Estou totalmente ciente do curto tempo de atenção das pessoas hoje em dia, até mesmo de adultos. Mas se você não tem paciência para sentar e ouvir alguns segundos de uma introdução, então talvez esta música não seja para você”, declarou.

Silenoz comparou a audição de um álbum do Dimmu Borgir à forma como muitos fãs consumiam música nas décadas passadas, dedicando tempo para absorver letras, conceitos e elementos visuais que compõem a obra. Na visão do músico, o público do metal extremo continua disposto a mergulhar em trabalhos mais elaborados e não deve ser subestimado pelas estratégias de mercado.

“Acho que o fã geral do Dimmu está interessado o suficiente para ouvir uma música inteira, e talvez fazê-lo várias vezes. Não estamos preocupados com o que o chamado ‘mainstream’ pensa de nós. Não somos para todo mundo, de qualquer forma”, concluiu.

Lançado hoje em todo o mundo, o novo trabalho reforça a postura histórica do grupo norueguês de priorizar sua visão artística acima das tendências comerciais, mantendo estruturas complexas, atmosferas cinematográficas e composições extensas que se tornaram marcas registradas da banda ao longo de sua trajetória.

Junto ao novo trabalho a banda ainda lançou o videoclipe para a faixa “As Seen in the Unseen”, que você confere logo abaixo. Adquira agora a sua versão do álbum junto a uma infinidade de títulos disponíveis, além de bonés, camisetas e acessórios, clicando aqui!

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