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À frente de novo álbum, Rob Zombie descarta revival do White Zombie

O cantor e cineasta Rob Zombie voltou a descartar qualquer possibilidade de reunião do White Zombie, quase três décadas após o fim da banda. Em entrevista à Revolver, o artista foi categórico ao afirmar que aquela fase pertence definitivamente ao passado.

Embora tenha revisitado o álbum Astro-Creep: 2000 em uma apresentação especial de aniversário no festival Louder Than Life no ano passado — acompanhado por sua atual banda solo —, Zombie deixou claro que não há qualquer plano de retomar o antigo projeto. Lançado em 1995, o disco se tornou o trabalho mais emblemático do grupo, impulsionado pelo auge comercial do metal alternativo.

“Foi um desafio. Trinta anos é muito tempo, então é difícil lembrar exatamente como eu pensava quando estava fazendo aquele álbum”, declarou o músico, hoje com 61 anos. Ele relembrou que o período de gravação foi marcado por tensões internas. “Eu sabia, enquanto estávamos produzindo aquele disco, que provavelmente seria o último, porque a banda estava se desintegrando. Mas, obviamente, eu queria seguir até o fim. Tenho orgulho do resultado. Foi um bom álbum para encerrar.”

Os conflitos de personalidade e o desgaste nas relações internas culminaram no encerramento definitivo do White Zombie em 1998 — ruptura que permanece inalterada, apesar da recorrente expectativa dos fãs por uma reunião.

Com o fim da banda, Rob Zombie deu início a uma nova etapa artística ao lançar Hellbilly Deluxe, também em 1998. Segundo ele, a formação da nova banda foi definida com extremo cuidado, justamente para evitar os problemas que marcaram o período anterior.

“Quando o White Zombie acabou e eu precisei montar outra banda, fiz questão de ser extremamente criterioso na escolha das pessoas com quem iria trabalhar. Eu não podia mais lidar com conflitos”, afirmou.

Mesmo mantendo músicas do White Zombie em seus repertórios ao vivo, o artista reforça que a nostalgia não é suficiente para reabrir portas já fechadas.

“Isso foi há muito tempo. Eu segui em frente para fazer outras coisas”, resumiu.

Sobre uma eventual despedida dos palcos, Zombie afirma que a decisão será guiada exclusivamente por seus próprios padrões de exigência.

“Penso o tempo todo sobre o que me faria sair de cena. O principal seria sentir que não somos mais capazes de entregar o espetáculo no nível que ele merece. Quando perceber que a empolgação, a energia e a motivação acabaram, simplesmente vou parar. Levo o show muito a sério e quero que seja excelente. Se não for mais, então estarei fora.”

Por enquanto, no entanto, não há sinais de aposentadoria — tampouco de uma ressurreição do White Zombie.

Em carreira solo, Zombie soma oito álbuns de estúdio. O mais recente é The Great Satan, lançado em 27 de fevereiro de 2026 pela Nuclear Blast.

O novo trabalho representa uma retomada direta das raízes que consolidaram sua identidade sonora no fim dos anos 1990. O álbum marca o reencontro com antigos colaboradores: o guitarrista Mike Riggs e o baixista Blasko voltam à formação, ao lado do baterista Ginger Fish, reforçando a base criativa que ajudou a moldar sua fase mais celebrada.

Em termos musicais, o disco abandona as experimentações psicodélicas mais recentes e aposta novamente em uma sonoridade pesada e industrial, evocando a atmosfera de Hellbilly Deluxe e de clássicos como Dragula e Living Dead Girl, faixas que se tornaram marcos de sua consolidação como artista solo.

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FONTE: METAL INJECTION.

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