Ícone do thrash metal, Gary Holt é conhecido tanto por seu papel central no Exodus — uma das bandas mais importantes da cena da Bay Area — quanto por sua atuação no Slayer desde 2013. Apesar do prestígio e da longa trajetória, o guitarrista afirma que sua carreira foi marcada por dificuldades financeiras e por momentos em que a continuidade do Exodus esteve seriamente ameaçada.
Em entrevista ao site Sweetwater, publicada em 20 de dezembro, Holt relembrou o início dos anos 1990 como um período crítico para a banda. Segundo ele, apesar de uma fase criativa e comercialmente positiva, mudanças no cenário musical, somadas a problemas internos, quase levaram o grupo ao colapso.
“Aprendi a não dar nada como garantido”, afirmou o músico. “Eu tinha uma carreira sólida, mas nunca ganhei dinheiro de verdade. A gestão nos pagava um salário pequeno e a gente não questionava. Enquanto dava para pagar o aluguel e viver, estava tudo bem.”
Holt também destacou que, na época, não havia transparência ou preocupação com a administração financeira da banda. “Nunca perguntei para onde o dinheiro ia. Simplesmente não sabia”, disse.
De acordo com o guitarrista, a explosão do grunge no início da década, aliada a conflitos internos e a um repertório que ele hoje avalia como irregular, fez com que o Exodus perdesse espaço rapidamente. “A gente estava indo muito bem e, de repente, tudo desapareceu”, resumiu.
O impacto foi profundo. Conforme relatado em sua autobiografia A Fabulous Disaster: From the Garage to Madison Square Garden, the Hard Way, Holt passou de turnês internacionais para trabalhos braçais, chegando a atuar na limpeza de um estacionamento de trailers.
Mesmo após recuperar certa estabilidade ao longo dos anos, o músico faz um alerta direto às novas gerações. Para ele, sua trajetória não deve ser vista como um modelo a ser seguido, especialmente diante das transformações da indústria musical.

“Não sigam todos os meus passos”, aconselhou. “Alguns deles levam direto para a areia movediça.”
Holt também chamou atenção para as mudanças provocadas pelo download e pelo streaming, que tornaram ainda mais difícil viver exclusivamente de música.
“Os tempos são diferentes. Hoje é fundamental ter um plano alternativo”, afirmou, defendendo que músicos aprendam outras profissões.
Quando o assunto é formação musical, no entanto, o guitarrista mantém uma visão direta e tradicional. Seu principal conselho é simples: ouvir Angus Young.
“Ele sabe tudo. Com uma base simples e bem feita, você aprende o resto”, concluiu.
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FONTE: METAL INJECTION.










