Em 22 de julho de 2025, o heavy metal perdeu seu maior ícone. Exatamente um ano depois da morte de John Michael “Ozzy” Osbourne, fãs em todo o mundo continuam prestando homenagens ao homem que ajudou a criar um gênero musical e transformou seu nome em sinônimo de Heavy Metal.
Vocalista original do Black Sabbath e dono de uma carreira solo repleta de clássicos, Ozzy faleceu aos 76 anos, poucos dias após realizar sua despedida definitiva dos palcos. Cercado pela família em seus últimos momentos, o cantor deixou um legado que transcende gerações e segue influenciando artistas das mais diversas vertentes do rock e do metal.
A reta final da vida de Osbourne foi marcada por uma série de desafios. Após sofrer uma grave queda em 2019, que agravou antigas lesões na coluna, o músico passou por diversas cirurgias e enfrentou um longo processo de recuperação. Somado a isso, tornou público seu diagnóstico de Parkinson, revelando as limitações físicas que passaram a fazer parte de sua rotina.
Mesmo debilitado e sem conseguir caminhar normalmente nos últimos meses de vida, Ozzy jamais abandonou o objetivo de subir aos palcos uma última vez. Em diversas entrevistas, afirmava que precisava agradecer aos fãs da maneira que sempre soube fazer: cantando.

Esse desejo tornou-se realidade em 5 de julho de 2025, quando Birmingham recebeu o histórico Back to the Beginning, realizado no Villa Park, estádio localizado a poucos quilômetros de Aston, bairro onde Ozzy cresceu e onde nasceu o Black Sabbath.
Sentado em um trono especialmente preparado para acomodar suas limitações físicas, Ozzy emocionou milhares de pessoas presentes e milhões que acompanharam a transmissão ao redor do mundo. Primeiro apresentou clássicos de sua carreira solo e, em seguida, reuniu-se pela última vez com Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, encerrando oficialmente a história da formação original do Black Sabbath.
O evento contou ainda com apresentações e participações de nomes como Metallica, Slayer, Guns N’ Roses, Pantera, Tool, Gojira, Alice In Chains, Anthrax, Mastodon, Halestorm, além de diversas jam sessions reunindo alguns dos maiores músicos do planeta. Toda a renda foi destinada a instituições beneficentes ligadas ao Hospital Infantil de Birmingham, ao Acorns Children’s Hospice e à Cure Parkinson’s.
A emoção do espetáculo ganhou um significado ainda maior apenas 17 dias depois, quando veio a notícia da morte de Ozzy. O que seria apenas uma despedida dos palcos transformou-se também em sua despedida da vida artística.

Para marcar o primeiro aniversário de sua morte, Birmingham instituiu oficialmente o Ozzy Day, uma celebração anual dedicada ao filho mais ilustre da cidade.
A programação acontece nesta quarta-feira (22) com apresentações musicais gratuitas, intervenções artísticas, exibições especiais, visitas aos principais pontos ligados à trajetória do cantor e atividades espalhadas pelo centro da cidade.
Entre os locais que recebem homenagens estão o famoso Black Sabbath Bench, a ponte dedicada à banda, o Birmingham Museum & Art Gallery, a estação New Street, o complexo Bullring e a loja Selfridges, que lançou produtos comemorativos exclusivos. O mascote mecânico Ozzy the Bull, criado para os Jogos da Commonwealth de 2022 e posteriormente batizado em homenagem ao cantor, também ganhou uma decoração especial para a ocasião. A trilha sonora fica por conta da Bostin Brass e da City of Birmingham Symphony Orchestra, reforçando o caráter festivo da homenagem.

Nas redes sociais, amigos e companheiros de banda voltaram a prestar tributos ao cantor. O guitarrista Tony Iommi publicou uma mensagem lembrando que ainda é difícil acreditar que já se passou um ano desde a partida de seu amigo de mais de cinco décadas, ressaltando que sente falta de Ozzy todos os dias e agradecendo pelos momentos que compartilharam juntos no Black Sabbath.
A viúva Sharon Osbourne também voltou a emocionar os fãs ao recordar o marido no dia quatro de julho em que o casal completaria 46 anos de casamento, reforçando que o legado de Ozzy continua vivo através de sua música e do carinho recebido diariamente por admiradores de todas as partes do mundo.
Poucos artistas conseguiram mudar a história da música da maneira como Ozzy Osbourne fez. Seja como a voz que apresentou ao mundo discos fundamentais como Black Sabbath, Paranoid e Master of Reality, seja como responsável por clássicos da carreira solo como Crazy Train, Mr. Crowley, Bark at the Moon, No More Tears e Mama, I’m Coming Home, sua influência permanece incontestável.
Um ano após sua partida, Birmingham canta seu nome, milhares de fãs seguem visitando os monumentos dedicados ao Black Sabbath e novas gerações continuam descobrindo o artista que redefiniu os limites do rock pesado.
O homem se foi. O Madman tornou-se lenda. E o Príncipe das Trevas permanece, para sempre, imortal.
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