Após quase quatro décadas tocando death metal, Paul Mazurkiewicz, baterista e membro fundador do Cannibal Corpse, admite que a idade começa a trazer novos desafios, embora ainda se sinta em boas condições para seguir na estrada.
Em entrevista ao podcast Laughing Monkey With Shawn Ratches, o músico afirmou que atualmente precisa se dedicar mais aos treinos, à prática da bateria, alimentação, hidratação e descanso para manter o desempenho.
“Não tenho mais 30 anos. Você não tem aquela adrenalina natural correndo pelo corpo”, comentou. Segundo ele, a energia continua presente, mas exige cada vez mais esforço para ser mantida.
A principal dúvida, porém, está no futuro. Aos 58 anos, Mazurkiewicz foi questionado se ainda será capaz de tocar músicas como Hammer Smashed Face com a mesma intensidade daqui a uma década, quando terá 68 anos.
“Vou conseguir fazer o que faço hoje daqui a 10 anos? Não sei. Nós não sabemos”, respondeu. “Só o tempo dirá.”
O baterista também lembrou que, quando o Cannibal Corpse começou, ainda jovem, jamais imaginava que a banda chegaria tão longe. Hoje, quase 40 anos depois, ele se surpreende por continuar no grupo e vê-lo ainda relevante e com uma forte base de fãs.

Para Mazurkiewicz, a paixão é o principal motivo para continuar. Ele cita bandas veteranas, como os Rolling Stones, que seguem na ativa mesmo após décadas de carreira.
“Por que você iria querer parar? Essa é a sua vida. Você vai fazer isso pelo maior tempo que puder”, afirmou.
Apesar da incerteza sobre quanto tempo ainda conseguirá manter o mesmo ritmo, o baterista garante que pretende continuar enquanto sua saúde permitir.
O trabalho mais recente do Cannibal Corpse é Chaos Horrific, gravado no Mana Studio, na Flórida.
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FONTE: BLABBERMOUTH.










