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Paul Masvidal explica a história sombria por trás do nome do álbum Human, do Death

Lançado em 1991, Human marcou uma virada definitiva na trajetória do Death e se consolidou como um dos discos mais influentes do death metal técnico. O álbum surgiu em um momento turbulento da banda, após o vocalista e líder Chuck Schuldiner romper com os então integrantes Bill Andrews e Terry Butler, que haviam saído em turnê pela Europa sem sua participação. A decisão levou Schuldiner a recorrer à Justiça e reformular o grupo com músicos convidados.

O resultado foi um registro histórico. Human é o único álbum do Death a contar com Paul Masvidal (Cynic) na guitarra e Sean Reinert na bateria, além de marcar a estreia do baixista Steve Di Giorgio no grupo. Mais de três décadas depois, o disco segue sendo referência no gênero.

Apesar de sua importância, o título do álbum sempre despertou curiosidade. Em participação no The Garza Podcast,  Masvidal revelou o episódio que levou Chuck Schuldiner a batizar o disco como Human.

Segundo o guitarrista, a ideia surgiu durante os ensaios em Miami, quando Schuldiner estava hospedado em sua casa. Na volta de um ensaio, enquanto seguiam de carro em direção à região de Coconut Grove para comer, os músicos avistaram luzes incomuns em um terreno vazio. Ao se aproximarem, perceberam que se tratava de um grave acidente de motocicleta envolvendo um homem e uma jovem. O rapaz ainda apresentava sinais de vida, enquanto a garota já havia morrido.

Sem telefones celulares à época, Masvidal permaneceu no local com Schuldiner enquanto os demais integrantes foram até um telefone público para acionar a polícia. De acordo com ele, foi naquele momento que Schuldiner teve clareza sobre o conceito do álbum.

Para Masvidal, a cena — descrita como chocante e perturbadora — sintetizou de forma direta a fragilidade da vida e o lado mais cru da experiência humana, temas que permeiam as letras de Human. O guitarrista afirma que, embora Schuldiner já explorasse essas reflexões em trabalhos anteriores, o episódio funcionou como um ponto de virada simbólico durante o processo de criação do disco.

Com essa abordagem mais direta e introspectiva, Human se tornou não apenas um marco técnico na discografia do Death, mas também um retrato intenso da condição humana, consolidando o legado artístico de Chuck Schuldiner.

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FONTE: METAL INJECTION

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