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Com Far From God, Moonspell reacende o espírito clássico do metal gótico

Os portugueses do Moonspell anunciaram o lançamento de seu aguardado novo álbum de estúdio, Far From God, previsto para chegar ao público no dia 3 de julho, pela Napalm Records. Para marcar a revelação, a banda também divulgou um videoclipe de estética cinematográfica para a faixa-título do trabalho.

O vocalista Fernando Ribeiro comentou sobre o conceito por trás da música, destacando um resgate da figura clássica do vampiro. Segundo ele, o interesse pelo tema havia esfriado nos últimos anos, especialmente diante da forma como essas criaturas foram retratadas na cultura pop recente. Esse cenário mudou após o lançamento de Nosferatu, dirigido por Robert Eggers, que reacendeu sua conexão com a imagem trágica e romântica do vampiro eternizada por Bram Stoker. A partir dessa inspiração, a faixa Far From God foi composta de forma espontânea, marcando o retorno da banda a temas de amor vampírico após um longo período.

Ribeiro também fez críticas à cena atual do metal gótico, apontando uma certa descaracterização do estilo. Para ele, o gênero acabou se tornando refém de fórmulas previsíveis, tanto na sonoridade quanto nas letras. Nesse contexto, a nova música surge como uma tentativa de resgatar a essência estética e emocional que consagrou o estilo.

O álbum Far From God mergulha em narrativas densas e sombrias, explorando elementos como o amor decadente de inspiração baudelairiana, culpa existencial, ressurreições de caráter quase religioso e a nobreza de criaturas que habitam a noite.

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De acordo com o vocalista, o processo criativo do disco exigiu paciência e persistência. Foram cerca de cinco anos entre tentativas, dúvidas e momentos de incerteza sobre a continuidade da banda na criação de material inédito. Ainda assim, o grupo seguiu em frente até alcançar o resultado desejado.

Descrito como uma resposta direta à recente decadência do gênero, o novo trabalho é apresentado como uma declaração artística firme de que o Moonspell permanece relevante e disposto a reivindicar seu espaço. Sem recorrer a temas políticos ou tendências passageiras, o álbum aposta em uma abordagem centrada no romantismo sombrio, com referências a vampiros e lobisomens, buscando uma estética que combine beleza, melancolia e intensidade.

A produção ficou a cargo de Jaime Gomez Arellano, conhecido por trabalhos com nomes como Paradise Lost, Sólstafir e Ghost. Segundo o material de divulgação, o disco vem sendo apontado como uma espécie de Irreligious do século XXI, em referência ao clássico álbum da própria banda. abaixo você confere a nova pedrada do grupo.

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FONTE: METAL INJECTION.

 

 

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