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Tony Dolan afirma que múltiplas formações do Venom fortalecem o legado da banda

Tony “Demolition Man” Dolan, baixista e vocalista do Venom Inc., declarou não ver qualquer problema na existência de três formações diferentes utilizando variações do nome Venom. Em entrevista ao programa chileno Rock A La Vena, o músico afirmou encarar a situação de forma positiva e destacou que, no fim das contas, quem ganha é o público.

Atualmente, o nome Venom está representado por três projetos distintos. Um deles reúne Jeff “Mantas” Dunn e Anthony “Abaddon” Bray, membros fundadores da banda, que anunciaram shows comemorativos pelos 45 anos do álbum Welcome To Hell (1981), previstos para 2026 em festivais selecionados. Outra frente é liderada por Conrad “Cronos” Lant, único integrante remanescente da formação clássica, que mantém o Venom ativo com novos lançamentos e apresentações ao vivo. Já o Venom Inc. é comandado por Dolan, que integrou o grupo entre 1989 e 1992, período em que gravou os álbuns Prime Evil, Temples Of Ice e The Waste Lands.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma reunião envolvendo todos os atuais e ex-integrantes do Venom, Dolan explicou que a ideia já foi considerada no passado, mas acabou não avançando devido a conflitos pessoais, especialmente com Cronos. Segundo ele, à época não compreendeu totalmente como sua participação poderia ser interpretada como uma tentativa de legitimar sua fase na banda, algo que acabou gerando desconforto. Com o tempo, no entanto, Dolan afirma ter entendido a situação.

“Nunca senti que estava ocupando o lugar de outra pessoa. Sempre fiz meu próprio caminho”, afirmou.

Dolan também comentou que os conflitos internos sempre fizeram parte da história do Venom, marcada por desentendimentos pessoais, disputas financeiras e constantes rupturas. Apesar disso, ele reconhece que Cronos conseguiu manter o nome Venom ativo de forma consistente, lançando vários álbuns e liderando a formação mais estável da trajetória da banda.

“Eles fazem os shows que querem fazer e continuam seguindo em frente”, observou.

Sobre o Venom Inc., Dolan relembrou que o projeto surgiu após o fim do Mpire Of Evil e que, inicialmente, não havia planos de gravar novos álbuns. A situação mudou quando demos enviadas à gravadora Nuclear Blast receberam resposta positiva imediata, resultando no álbum Avé (2017), que teve boa recepção entre fãs e crítica. Ainda assim, segundo o músico, antigos problemas voltaram a surgir nos bastidores, levando à saída de Abaddon e, posteriormente, de Mantas, após sérios problemas de saúde.

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Mesmo diante dessas mudanças, Dolan afirmou que não pretende interromper sua trajetória musical. Atualmente, o Venom Inc. trabalha em um novo álbum de estúdio, além de dois discos ao vivo — um deles dedicado especialmente ao público da América Latina. Paralelamente, Cronos grava um novo álbum do Venom, com lançamento previsto para o próximo ano, enquanto Mantas e Abaddon realizam apresentações comemorativas de Welcome To Hell.

Ao comentar as disputas judiciais envolvendo o uso do nome Venom e de elementos visuais associados à banda, Dolan deixou claro que não deseja se envolver nesse tipo de conflito. Para ele, esse tipo de embate apenas afasta o foco do que realmente importa.

“Os fãs querem ouvir música, não acompanhar brigas ou disputas legais”, afirmou, reforçando que cada artista deve seguir seu caminho e deixar que o público decida o que apoiar.

Segundo Dolan, a coexistência das diferentes formações não enfraquece o legado do Venom, mas amplia suas possibilidades.

“Há espaço para todos. No fim, tudo isso mantém a música viva”, concluiu.

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FONTE: BLABBERMOUTH.

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