RUGIA expressa todo o ódio do HATE

Conterrâneos do Behemoth e Vader, o ódio do HATE também vem da Polônia.

RUGIA, seu mais recente lançamento celebra seus 30 anos de história, e convenhamos, 3 décadas de estrada merecem respeito. Um grande álbum combinando o death e black metal com a maestria que o Hate faz como poucos. Seu 12º full leght é cheio de personalidade, traz um vocal seguro, dá aula de como trabalhar duas guitarras extremas, e as entrelinhas são cheias de ruídos e nuances que enriquecem ainda mais o resultado.

O vocalista e guitarrista ATF Sinner lidera a banda desde 1991, e tem sangue fresco na formação, que contribui para o som único de Rugia. Pavulon (bateria) que tocava com a banda desde 2014 foi forçado a deixar o posto devido a sérios problemas de saúde. Nar-Sil (Neolith, Virgin Snatch, Embrional) ocupou seu lugar.
Sinner e Nar-Sil se juntaram a Domin na guitarra solo e Tiermes no baixo, que tocam com a banda ao vivo desde 2018, completando a formação.

 

A faixa título abre o álbum. Uma intro com clima épico prepara o terreno, e logo o pau come, e come bonito, viu. Rugia tem variações criativas, num trampo que mostra de cara toda a competência do Hate. Confira o videoclipe

 

The Wolf Queen começa com tudo, trazendo um cadenciado interessante em algumas partes cantadas. Vale destacar o trabalho das duas guitarras e o arranjo de bateria.

Exiles of Pantheon chuta a porta à palhetadas. Recomendo que ouça com fone de ouvidos. Existem texturas, ruídos, que produzem um clima soturno espetacular. Seu videoclipe é uma espécie de curta metragem

 

As pedaladas de batera trazem Saturnus. O trabalho das duas guitarras novamente se destaca.  Adoro faixas que terminam bruscamente, como essa Awakenin The Gods Withim começa com um climático dedilhado de guitarra, que logo é colocado de lado para que o deathão coma solto. Algumas partes possuem uma referência stoner, que caiu muito bem.

Resurgence ganha diversão quando o baixo vem pra linha de frente. Mais uma que termina sem aviso prévio. Seu clipe também segue a linha de curta metragem, com produção e temática que conta uma história.

Velesian Guard tem parte da letra em polonês, e soou muito bem, mostrando que a língua natal do Hate é musical.

Sun of Extinction é uma faixa com muitos ruídos, outra curtir no fone de ouvido. Faixa épica, com grande arranjo de bateria, que alterna momentos cadenciados com outros rápidos. Daquelas músicas que só compõe quem domina o estilo.

A rápida e matadora Sacred Dnieper encerra o álbum. Deixa na boca aquele gostinho de sangue… desculpa, quero dizer, aquele gostinho de quero mais, apagando as luzes no mais alto nível.

A banda optou por mais uma vez gravar o álbum no Hertz Recording Studio na Polônia, e foi gravado, mixado e masterizado pelos irmãos Wiesłaski (Behemoth, Decapitated).

A edição nacional de Rugia é caprichadíssima, com slipcase em acabamento brilhante, e um encarte com muitas páginas, num grande trabalho gráfico. Lançado no Brasil final de  2021 pela a união de 4 selos,  Misanthropic Records em parceria com a Extreme Sound Records, Blasphemy Prods e Black Hearts Records.

Você pode adquirir esse discaço no link abaixo e também nas melhores lojas e distro de metal do Brasil   https://extremesoundrecords.com.br/produto/cd-hate-rugia-novo-album/

Saudações à Polônia! Saudações ao Death Metal! Saudações ao Hate!

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